O treino em jejum ficou popular como um atalho para queimar mais gordura. A lógica parece fazer sentido: sem glicogênio disponível, o corpo recorreria à gordura estocada como combustível e isso, de fato, acontece, em parte.
Estudos mostram que, durante o exercício em jejum, há sim um aumento na oxidação de gordura como fonte de energia, principalmente em atividades leves a moderadas pela manhã. O ponto é: isso acontece durante o treino, mas não significa necessariamente mais emagrecimento ao final do dia ou da semana.
Pesquisas que compararam grupos treinando em jejum e grupos treinando alimentados, mantendo a mesma ingestão calórica diária, encontraram perdas de peso e gordura corporal semelhantes entre os dois grupos ao longo de várias semanas. Uma revisão sistemática de 2017 reforçou essa conclusão: o jejum antes do treino não trouxe diferenças duradouras na composição corporal quando comparado a treinar após uma refeição.
Existe ainda um ponto prático importante: treinar alimentado costuma permitir treinos mais intensos, com mais repetições e mais carga, o que aumenta o gasto calórico total da sessão. Ou seja, o que de fato emagrece não é o horário da comida, é o déficit calórico sustentado ao longo do tempo.
Quando o jejum pode fazer sentido: se você já treina assim e se sente bem, sem tontura ou queda de rendimento; em atividades leves a moderadas como caminhada, treino leve ou mobilidade; em jejuns curtos, de 8 a 12 horas, o que já acontece naturalmente depois de uma noite de sono.
Quando evitar: em treinos intensos ou longos, como musculação pesada ou corrida de alta intensidade; se você sente queda de energia, tontura ou perda de força visível.
O que fica de lição: o jejum não é mágica nem vilão. O que decide seu resultado é a constância e o total calórico da semana, não a hora em que você comeu antes de treinar.
Treine no seu ritmo e com o conforto que Alux entrega.
